As longas esperas por consultas médicas na especialidade de Reumatologia devem ter um fim na região. O Consórcio Intermunicipal de Saúde dos Campos Gerais (CimSaúde) inicia, neste mês de maio, o Projeto Integrado de Acesso em Reumatologia (Piar). A proposta foi aprovada na Assembleia de prefeitos realizada na última semana. Elaborada pelo médico Reumatologista, Mateus Latrônico, e pela diretora do Consórcio, Pâmella Costa, o projeto busca pela inovação e eficiência, além da redução das filas. “Em linhas gerais, o projeto cria um fluxo estruturado entre os médicos da Atenção Primária (APS) e a reumatologia do CimSaúde”, resume o especialista.
A proposta prevê a telerregulação e teleconsultoria como uma “ponte digital contínua”, entre a APS e a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE), diretamente com o Reumatologista. Conforme Pâmella, o baixo número de reumatologistas credenciados junto ao CimSaúde e o alto número de pacientes na fila motivaram a construção do projeto. “Há uma carência de profissionais muito grande nesta especialidade. E esta é uma realidade nacional, não somente da região”, aponta, enumerando um especialista para cada 106.838 habitantes. “O resultado da carência é a espera. Temos 4.600 pessoas na fila da Reumatologia”, contabiliza, destacando que a demora pode variar de 3 a 5 anos para o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Conforme o médico especialista, para a implementação do Piar, o CimSaúde desenvolveu dez protocolos, baseados em ampla pesquisa da literatura médica sobre o assunto, que cobrem desde artrite inflamatória e lúpus até fibromialgia e dores localizadas. “Quando um paciente chega com uma queixa possivelmente reumatológica, o médico da Unidade Básica de Saúde (UBS) preenche um protocolo clínico específico para aquela condição. Com o protocolo preenchido, o médico encaminha pela telerregulação”, conta. “A partir daí, a resposta pode ser uma consulta presencial com prioridade definida (muito urgente, urgente ou eletivo), ou uma teleconsultoria com orientação de conduta direto para o médico da APS, sem o paciente precisar se consultar presencialmente com o especialista”, completa.
Para ele, além do benefício imediato da diminuição das filas, o benefício central para a região é reduzir o tempo entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico e tratamento em doenças complexas e graves como Artrite reumatoide, Lúpus, Esclerose sistêmica, entre outras. “Nessas doenças, o atraso pode levar a sequelas irreversíveis, causando prejuízos ao paciente e aumento significativo do custo para o estado, uma vez que o custo de tratamento para essas doenças em estágios avançados e as sequelas delas é muito maior”, avalia.
Cases de Sucesso
Para a contrução do Projeto, o Consórcio levou em conta algumas experiências exitosas pelo mundo afora. “Modelos semelhantes de telerregulação em reumatologia têm mostrado resultados positivos na redução de encaminhamentos desnecessários e no diagnóstico precoce de doenças que antes chegavam tarde ao especialista”, contextualiza Latronico.
Exemplos como do Canadá, onde houve uma queda significativa dos custos por paciente, de U$ 100 para U$ 3 por ano, e Curitiba, onde a fila chegou a cair 96,5% com a telerregulação instituída, foram estudados.
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